AVALIAÇÃO DO CONFORTO AMBIENTAL E DOS BIOAEROSSÓIS FÚNGICOS EM HOSPITAIS PÚBLICOS NA CIDADE DE FORTALEZA, CEARÁ, BRASIL

Josiany Costa de Souza, Lara do Nascimento Lopes, Rita Sannara Bandeira do Nascimento, Jéssica Rocha de Lima, Lydia Dayanne Maia Pantoja, Rinaldo dos Santos Araújo

Resumen


A qualidade do ar interior e o conforto ambiental em hospitais são fatores críticos para o bem-estar e prevenção de doenças a pacientes, profissionais de saúde e visitantes. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o conforto ambiental e a contaminação fúngica atmosférica em ambientes hospitalares com diferentes graus de complexidade de atendimento em uma grande cidade brasileira. O estudo foi realizado em duas unidades hospitalares de níveis secundário (média complexidade) e terciário (hospital de grande porte), na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil. Experimentalmente foram avaliados os parâmetros de temperatura, umidade relativa do ar, CO2 e contaminação fúngica em ambientes como sala de medicação, sala de atendimento, consultório de emergências médicas e unidade de terapia intensiva. Quando considerada a legislação brasileira, os resultados obtidos mostraram que o CO2 apresentou elevado grau de desconformidade (100%) em todos os ambientes hospitalares, a exceção do consultório de emergências no hospital terciário (16%). Para a contaminação fúngica, o quantitativo de bioaerossóis apresentou concentrações entre 50 e 250 UFC/m3, bem inferior ao limite recomendado de 750 UFC/m3. A identificação qualitativa dos fungos indicou a predominância dos gêneros Aspergillus e Penicillium, os quais são de natureza patogênica e/ou toxigênica. Em geral, os resultados obtidos reforçam a necessidade de um monitoramento periódico dos parâmetros ambientais e da natureza dos bioaerossóis microbianos no ar interior em hospitais públicos como forma de reduzir os riscos à saúde de pacientes, laborais e transeuntes em geral.


Palabras clave


fungos anemófilos; conforto ambiental; qualidade do ar interior; ambiente hospitalar

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DOI: http://dx.doi.org/10.22201/iingen.0718378xe.2021.14.2.75362